“Como é isso de viver mais?” Céline Abecassis-Moedas e Carla Sousa Pontes debateram a Longevidade no Círculo Eça de Queiroz


No passado dia 14 de abril, o Círculo Eça de Queiroz, em Lisboa, recebeu mais um almoço-debate do ciclo “A Civilização Passa pela Mesa”, reunindo Sócios e convidados de todas as idades para uma reflexão sobre Longevidade, uma mudança que já está a transformar a forma como vivemos, trabalhamos e tomamos decisões ao longo da vida.

O encontro contou com a participação de Céline Abecassis-Moedas, Pró-Reitora e professora na Universidade Católica Portuguesa, Embaixadora, Stanford Center of Longevity e especialista sobre o impacto da longevidade nas empresas e na economia e de Carla Sousa Pontes, médica oncologista e Diretora de Longevidade na CUF.

Perante uma sala cheia, onde o público feminino era claramente maioritário, Carla Sousa Pontes referiu que “a forte presença feminina na plateia reflete uma mudança mais ampla e importante sobre quem está a moldar a narrativa da longevidade”.

Destacando o facto de o Círculo Eça de Queiroz ter sido o primeiro clube privado em Portugal a receber mulheres desde a sua criação, Carla Sousa Pontes afirmou “não haver lugar melhor para discutir longevidade do que um lugar como este”, porque, acrescentou, além da biologia e da medicina, “a longevidade é profundamente social, por meio da interação humana regular, fortalecida pela comunidade e sustentada pela curiosidade intelectual ao longo da vida”.

Neste almoço bastante participado e representado por várias faixas etárias de Sócios e amigos do Círulo Eça de Queiroz, ficou claro que viver mais anos, muito mais do que um indicador de progresso, é hoje uma transformação com impacto direto na economia, nas empresas e nas escolhas individuais.

Ao longo de um animado debate, destacou-se a forma como carreiras mais longas e menos lineares estão a redefinir percursos profissionais, ao mesmo tempo que as organizações são desafiadas a integrar diferentes gerações e ritmos de trabalho. Foi também sublinhado que muitos dos sistemas atuais permanecem ajustados a uma realidade que já não existe.

A nível pessoal, a longevidade suscitou novas questões sobre como construir trajetos com mais flexibilidade e sentido, bem como sobre o papel de quem entra em fases mais avançadas da vida profissional. Mais do que acrescentar anos à vida, concluiu-se que a longevidade está a transformar a forma como vivemos e como decidimos ao longo do tempo.

A sessão confirmou, assim, o espírito do ciclo “Civilização Passa pela Mesa”: promover encontros onde a gastronomia serve de ponto de partida para pensar cultura, sociedade e futuro.